Diários de um Superman


Coisas que valem à pena de se ver

                                                         

Hoje vi no jornal a quebra de um mito: a de que só vemos más notícias porque as boas não vendem.

 

Tratava-se de do trabalho de funcionários da prefeitura de São Paulo, que resgatavam pessoas que dormiam na rua. Vale lembrar que os termômetros marcavam sete graus centígrados.

 

Juntamente com um assistente social, esses funcionários não só ofereciam cobertores ou remoção para um albergue, mas também o mais importante: se compadeciam dessas pessoas, não trabalhavam apenas por obrigação, mas com amor.

 

O trabalho deles não era reconhecido por todos. Um atirou-lhes uma pedra, outros tantos se negaram a ser ajudados, permanecendo onde estavam, e uma senhora nem notou que fora socorrida, pois já havia desmaiado de frio enquanto era levada ao hospital.

 

Mesmo assim o trabalho era feito, porque o mais importante não é o que se vê, mas o que se faz. Como dizemos na literatura espírita, a semeadura é livre, mas a colheita só a Deus pertence.

 

Essa notícia me mostrou também que podemos ajudar de variadas maneiras. Desde doações de cobertores e colchões, a serem usados em empreendimentos como esse; passando pelas doações de recursos financeiros a esses albergues, que certamente não se alimentam apenas da alegria ajudar ao próximo; ou mesmo apenas copiando o exemplo de dedicação amorosa em diversos aspectos particulares de nossa vida.

 

E o mais interessante para quem não acredita: um dos funcionários tinha o sobrenome de Jesus. Acho que só pra mostrar o quanto ele está no meio de nós em atos como esses.

 

Parabéns à Rede Record, por apostar na boa nova, e aos funcionários envolvidos, por mostrar que a cada dia todos nós temos plenas competências para nos tornarmos Superman´s para quem precisa.

 



Escrito por Kal-El às 19h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




O urso faminto

                                       

Era época de escassez. Um urso faminto perambulava pela geleira em busca de alimento. Seu faro aguçado o levou a um acampamento de caçadores que estava vazio.

O urso foi até a fogueira, tirou um panelão de comida, a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro da panela, devorando tudo que tinha dentro.

Mas, enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Era o calor da tina. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.

       Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.

Quando os caçadores chegaram ao acampamento encontraram o urso caído próximo à fogueira, segurando a tina de comida.

O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

 

Essa história nos faz perceber que em nossa vida por muitas vezes nos abraçamos a algo que julgamos ser importante.

Algumas dessas coisas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.

Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento e de desespero.

Apertamos essas coisas contra nossos corações no afã de mantê-las por perto e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Para que tenhamos certa paz na vida é necessário reconhecer que em certos  momentos nem sempre o que parece a salvação é aquilo a que nos apegamos com tanto empenho.

Desenvolva a superforça e a supervisão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração gemer de dor.

Desapegue-se.

Solte a panela!

* Obrigado à querida Márcia pela ajuda do texto.



Escrito por Kal-El às 11h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Não importa o que vc faça

                                                      

NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ FAÇA, SE NÃO ATINGIR OS 100% NÃO VALE

 

O açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um  cachorro entrou. 

Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. 


Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um  bilhete na boca. 

Ele pegou o bilhete e leu:

- “Pode me mandar 12  salsichas e uma perna de carneiro, por favor”.

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50  Reais. 

Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro. 


O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue,  ele decidiu seguir o animal. 


O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento, deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal.


Esperou pacientemente, com o saco na boca, até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. 


O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a  fazer isso. Ninguém respondeu na casa. 

Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. 

Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. 


O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

-"Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!" 


A pessoa respondeu:

- "Um  gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido esquece a chave!!!"

 

Moral da  História: "Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns idiotas, você estará  sempre abaixo do esperado"

Obrigado Ana Paula Saraiva, pelo texto. Muito inspirador. Bom dia dos pais pra todos.



Escrito por Kal-El às 00h29
[   ] [ envie esta mensagem ]




Vitórias e Derrotas

                                             

A vida é cheia de flutuações; altos e baixos; vitórias e derrotas.

Uma vitória profissional pode coincidir com uma derrota no amor. E uma aparente derrota pode ser, ao final, uma vitória ou uma libertação.

É preciso desenvolver a supervisão para detectar quando se trata de uma vitória ou de uma aparente derrota.

Vocês podem não pensar que um superman sofre derrotas, mas sofre; as mais sofridas, silenciosas e repetitivas. É preciso ter superforça para não fraquejar e continuar. Para o alto a avante! Sempre. Dentro do peito de aço do superman bate um coração sensível que só merece o “sofrer” porque faz parte do “aprender”.

Aprender o quanto se é importante ou não, para quem se é e para quem não se é; aprender a perder a Lois mais uma vez; aprender a se resguardar em Clark... mais uma vez.

As piores derrotas são as provocadas por inimigos invisíveis ou distantes, ou seja, longe do alcance de suas mãos, longe da atuação dos seus poderes. Prefiro a luta com o pior dos vilões à derrota por quem sequer vejo. Nessas circunstâncias parece que ser um superman não serve de nada.

Essa semana obtive uma grande vitória profissional, disfarçada de aparente derrota. No entanto, pude verificar o quanto na verdade fui um vencedor e a Deus sou muito grato.

Pra compensar, sofri mais uma derrota pessoal. Agora é tempo para ver se se trata mesmo de derrota ou abertura de um caminho melhor. É seguir adiante sem deixar de também por ela agradecer desde já a Deus.

Destaco que o papel dos superamigos é essencial, indispensável, para superar esses momentos. Sou muito grato aos superamigos que tenho, mesmo distantes, mesmo ausentes; mas nunca longe do coração.

 

Boa sorte a todos que, sem dispensar os amigos, sofrem e aprendem nessa batalha diária que é ser um Superman nos dias de hoje.

 



Escrito por Kal-El às 14h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sintomas de Superman

                                                      

Para quem ainda não se descobriu ou se deu conta de que é, ajudo com alguns sintomas de que você na verdade é um Superman:

         Você ainda não se acostumou com a beleza deste planeta, ainda se depara com um pôr-do-sol fantástico ou com o íntimo de uma flor e pensa que é obra de Deus.

        Você está no meio de nós, mas não se sente parte de nós. Sente-se estranho, descolocado, como sendo de outro planeta. Na verdade você é!

        Você já se perguntou se não teria sido adotado, estranhou seus pais, os anos passam e você ainda se pergunta se teria saído mesmo deles ou foi achado numa nave espacial. Na verdade você foi!

        Você admira outros Supermans, sem saber ainda que na verdade eles são Supermans; como Lennon, Gandi, Sai Baba, Chico Chavier, e outros tantos, ainda anônimos.

        Sente-se forte e poderoso, mas incapacitado de fazer o mal; ao contrário, com muita potencialidade subaproveitada para fazer o bem.

        Com sua visão, você sempre enxerga o que há de melhor nos fatos e nas pessoas.

        Você vê bondade nas pessoas desse planeta e constata que elas só precisam de uma luz que as guie o caminho.

        Pelo menos sonhar, você já sonhou que estava voando.

        Você sente a necessidade de se proteger e de proteger os demais, refugiando-se na personalidade de um Clark Kent; apesar de todos os seus poderes.

        Seu coração sabe que existe uma “Lois”, nem que seja do outro lado do universo.

        Você reconhece seus pontos fracos; a sua "kryptonita".

        Você tem alguém espreitando seus erros; seu "Lex Luthor".

        Seu trabalho é um meio de ajudar ao próximo. Você está no centro dos acontecimentos da sua missão.

       

Outros existem, mas espero ter ajudado a reconhecer alguns sintomas desse desafio diário de ser Superman nos dias de hoje.



Escrito por Kal-El às 16h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




O sol amarelo

                                          

 

Dizem que o Sol Amarelo, do nosso sistema, é a morada de entidades espirituais de altíssimos portes; que dali elas irradiam o seu amor, nessa forma energética luminosa, em todas as direções, atingindo-nos também aqui no planeta azul.

 

Disso concluo que a luz do sol que aqui chega é, no mínimo, composta pelo amor desses seres espirituais, senão o próprio amor.

 

Mas o que essa informação tem a ver com o Superman?

 

É que nos filmes, o kryptoniano original vive sob um sol vermelho, uma estrela decadente e moribunda, que chegou à extinção junto com o planeta.

 

Então, ao ingressar no nosso sistema solar, sob a luz de nosso sol amarelo – essa mesma luz irradiada pelos seres luminosos – o kryptoniano comum adquire os mesmos poderes do Superman, que também é um kryptoniano emigrado.

 

Então, em sendo o sol amarelo a fonte dos poderes do Superman, na verdade ele se abastece do próprio amor, irradiado por aqueles seres de luz.

 

Não é engraçado que um ser tão poderoso como o Superman tenha como fonte de poder o amor?

 

Boa sorte aos Superman´s de hoje, e que, mesmo poderosos, não esqueçam de que o amor é a fonte e manutenção do verdadeiro poder.

 



Escrito por Kal-El às 14h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




O Retorno

                                                               

O momento é mais que propício para se falar em “retorno”. Também estive numa espécie de espaço, só que por breves momentos. Também chegou minha hora de retornar: retornar para o trabalho, para os verdadeiros amigos, para a rotina, para os deveres e, por que não dizer, para as alegrias de onde parti.

 

Retornar é bom. É importante estar fora por um tempo, pois a ausência permite reciclar as próprias energias, a dos ambientes e também das pessoas que fazem parte do seu existir. Mas mais do que com o partir, muita coisa acontece e se revela mesmo é com o retornar. Todos deveriam experimentar um pouco.

 

Questionamos-nos quanto ao passado (experiências vividas, posturas assumidas, atos praticados) e projetamos o futuro em busca sempre de melhorar. Também quebramos alguns padrões e vencemos paradigmas, pessoais e de terceiros. Isso, muitas vezes, exige força…superforça.

 

A superforça é necessária para vencer a inércia, ousar o novo, lançar-se ao espaço em busca de forças para construir o que ainda é apenas meta, sair de onde se acha encravado, cristalizado ou encapsulado, começar a construir um sonho com muita luta, esforço e renúncia. Não se é feliz sem expurgargar suas próprias limitações.

 

Precisamos estar superfortes também para encarar os frutos do retorno: os desafios ainda não superados, entender com serenidade e compaixão os que ainda estão fincados ao chão e não perceberam a necessidade do voar; força também para por em prática a viabilização das metas, o expurgo de suas próprias limitações; e, a parte boa, perceber como fizeram falta aqueles que ficaram e nos receberam com um abraço fraterno e cheio do amor mais puro e incondicional.

 

Agradeço ao “espaço”, por ter me recebido com tanto amor em seu colo, e a Deus, por permitir o “ir” e também o “retornar” com sucesso.

 

Boa sorte àqueles que vão e sempre retornam melhorados dessa viagem diária que é se manter Superman nos dias de hoje.

 



Escrito por Kal-El às 10h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




Crash – No limite

                                                                   

         Ontem vi o filme “Crash – No limite”. Achei a estória linda, um primor de direção e roteiro; e queria compartilhar as impressões com vocês.

         O filme retrata o caldo social letal, decorrente de ódio contido, preconceito e, principalmente, ignorância que carregamos conosco. Embora se passe na Cidade de Los Angeles, EUA, poderia acontecer em qualquer cidade do mundo, pois, infelizmente, a ignorância – em suas mais variadas formas e que nos afasta do caminho da virtude – ainda é muito presente; não sendo exclusividade dos nossos irmãos estadunidenses. Portanto, nada de preconceito, já desde o início.

         Os personagens do filme incorrem em diversas situações constrangedoras e, até mesmo, criminosas, basicamente por ignorância; quer seja social, geográfica ou mesmo espiritual.

Até os personagens mais agressivos e ignorantes do filme concluem que suas situações poderiam ser melhores caso lhes fossem ofertadas as mesmas chances, as mesmas oportunidades, o acesso igualitário aos meios de vida: educação, trabalho, dentre outros.

         O personagem central, o policial, apesar de imerso nessa mesma circunstância, consegue atinar que todos nós estamos interligados numa grande corrente, mas cristalizados em mundos particulares naquela grande coletividade, e que a “vida” provoca os choques (crash) necessários à cura dessa cristalização.

         Fica bem claro no filme que nem sempre essa “cura” ou “choque” se dá da maneira mais ortodoxa: há choques que precisam ser fortes, grandes feridas precisam de tratamentos proporcionalmente intensos.

         De minha parte, expectador apenas, senti repetidamente a amorosa mão de Deus em cada desfecho aparentemente trágico do filme: os casuais choques.

Comumente dizemos que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Discordo. Nós é que somos míopes e hipermetróficos e não enxergamos as mensagens que nos chegam de forma tão clara. Precisamos de tintas fortes e altos contrastes. Só não sabemos ainda é que não enxergamos a nós mesmos na nossa tola presunção.

E, por falar em super-visão e antes que vocês perguntem o que tudo isso tem a ver com Superman, digo logo que tem muito, afinal já expliquei há tempos que o Superman que o mundo atual precisa não é aquele que vai atrás de “bala perdida pra deter” e de “bandido pra prender”.

Numa cidade pequena como a que vivemos, a prioridade é conter a ignorância, semear a concórdia, preservar o meio-ambiente, priorizar a educação.

Monteiro Lobato, em frase célebre, disse que “um país se faz com homens e livros”. Freud, igualmente, arremata afirmando que “só o conhecimento trás o poder”.

Então, se somos Superman´s em busca de um mundo de Superman´s, é a educação, como antítese da ignorância, a grande revolução que construirá um mundo mais virtuoso para nós e nossos descendentes.

         Boa sorte a todos que já adquiriram a super-visão para ver a mão de Deus em todo o caminho para se tornar um Superman nos dias de hoje.



Escrito por Kal-El às 18h50
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lá do alto

                                                      

Eu vi dos céus o mundo pequeno.

 

Vi lugares lindos para estar. Reinos de paz, onde podemos crer que no mundo não há guerras ou egoísmo.

Vi nuvens rosáceas, horizontes azuis, mares de prata, mirantes de estrelas e outros astros celestes, como a lua nascendo semi-rubra e pouco a pouco ganhando os céus, cada vez mais alva.

 

Todavia, ter aquela pequena bola azul aos pés, trouxe-me mais solidão do que paz.

Ver os pontinhos luminosos representando cidades e suas casas ou a possibilidade de unir dois pontos no planeta com um simples disparo de vôo, fez-me sentir um solitário.

 

Senti falta do universo chão, do daqui de baixo, do calor humano, do hálito do bom combate, de onde as coisas realmente acontecem, do “lado a lado” ao invés do “cima a baixo”.

 

Talvez a minha componente terrestre tenha se tornado suficientemente preponderante à parte kryptoniana e fria de meu ser, pois, naquele momento, o pensar grande tornou-se justamente o estar no embaixo, ajudando os companheiros de lide terrena. Eu preciso mesmo é estar aqui.

 

Das estrelas foi de onde eu vim, mas na crosta realizo a minha missão. Chegará o dia em que todos nós olharemos para cima estando já no “em cima”, para onde hoje olhamos. Esse é o prosseguir natural... Para o alto e avante sempre!

 

Boa sorte a todos que prosseguem avante na difícil tarefa de ser um Superman nos dias de hoje e que não deixam de ver as coisas “do alto”, mesmo estando daqui de baixo.

 

 

 



Escrito por Kal-El às 23h50
[   ] [ envie esta mensagem ]




O medo

O medo nos paralisa, impede de amar e de ser feliz.

 

Vocês pensam que um super-herói como eu, apesar de cheio de superpoderes, não sente medo? E como sinto. Mas vencê-lo é o grande desafio.

 

Meu medo real nada tem a ver com bandidos, Legião do Mal, perder meus poderes ou ser derrotado. É justamente o contrário. Meu medo real é o de perder a humanidade e ser completamente tomado pela componente kryptoniana de meu ser: tornar-me apático, incapaz de amar e de me apaixonar, de ousar, de improvisar, de aprender sucessivamente através de erros e acertos.

 

O medo nos paralisa, mas por quê? Porque tememos sofrer. E nesse temor de sofrer, sofremos mais ainda, porque nos rendemos ao medo. Tanta felicidade se esconde atrás da fina cortina de seda do medo… se pelo menos ousássemos mais!

 

O medo é decorrente de nosso instinto de auto-preservação, fruto de nossas experiências vividas ou transmitidas, que nos refreia diante de determinadas situações. Por medo de morrer, deixamos de viver.

 

O que precisamos é exercitar o equilíbrio entre esse instinto, que nos faz estacar por completo, e a racionalidade necessária a distinguir uma verdadeira ameaça de algo que estejamos de fato preparados a enfrentar e superar.

 

Como sempre, é o salutar confronto entre a emoção e a razão, algo indissociável da natureza humana e que vai construindo os degraus de nossa evolução nesse lindo Planeta Azul. Viva a humanidade.

 

Boa sorte a todos que buscam incessantemente ser um Superman nos dias de hoje, sem abrir mão da mais autêntica humanidade.

 



Escrito por Kal-El às 18h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Quebrando correntes

                                            

Pago um preço muito amargo por ser Superman. Nem sei mais se, por ser relativamente tão "certinho", tornei-me Ele, ou foi pelo contrário, porque a vida sempre exigiu muito de mim retidão, sensatez e racionalidade; e, quando não sigo exatamente nesses trilhos o preço é caríssimo.

 

Então algum dia resolvi me proteger debaixo da capa vermelha e do S no peito, pois com isso mais me identifiquei. Não sou sombrio para Batman ou depressivo pra Homem-aranha. Sou luz e força e me sinto um estrangeiro nesse planeta. Sendo o Super fico acima do “errar-é-humano” e o jeito Superman de agir sempre será o meu norte.

 

Só que as coisas não podem ser assim para o resto da vida. A vida é curta demais para se viver somente em trilhos. Eu canso também.

 

Paulo Coelho diz que “os navios ficam mais seguros no porto, mas não foi pra isso que eles foram feitos”. Então, se eu tenho superpoderes e posso voar, por que não descolar do chão com toda a velocidade, planar de cabeça pra baixo, dar rasantes? Por que todos exigem que eu voe sempre segundo as normas internacionais de segurança?

 

Sinto críticas, censuras, desaprovação, culpa, dentre outros, simplesmente porque agi exatamente como qualquer humano faz em seus momentos mais marcantes, ou porque tomei determinado rumo na vida que rompe meus paradigmas, que revoluciona o status a que sempre me prendi por convenções que nem sei por que mantive até então. Talvez justamente quebrando paradigmas isso provoque mais no observador do que mesmo em mim uma autocrítica, uma informação de que certas coisas devem ser mudadas, que regras foram feitas para serem quebradas.

 

Eu quero ter o direito de errar, de tentar sempre e de novo, de recusar ou aceitar, de amar, de me apaixonar perdidamente, de romper, de perder o eixo, o norte e o sul; de dar conselhos incertos, de encontrar a pessoa errada, que será a mais certa pra mim, que me tire dos trilhos, que mude meu mundo, que se torne a minha Lois Lane; que faça o meu dia diferente de ontem e de amanhã. Quero poder ousar e assumir compromissos movido por puro instinto, sem a menor racionalidade, só por emoção e sem medo de ser feliz, e que isso não exija uma planilha orçamentária projetada até 2025.

 

Vez por outra eu preciso ser Clark Kent, me banhar da humanidade permissiva da Terra, largar a frieza e o calculismo de Krypton.

 

Estou aprendendo a viver e valeu a pena cada segundo desse exercício.

 

Boa sorte a todos que encaram o desafio de ser Superman nos dias de hoje. Se eu posso, você também.



Escrito por Kal-El às 17h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Atenção.....no Brasil estréia em 14 de julho de 2006.



Escrito por Kal-El às 16h41
[   ] [ envie esta mensagem ]




Dia dos Namorados

Parabéns a todos os namorados...hoje é o dia deles.

Estejam juntos ou separados, perto ou distante.

Mais ainda para aqueles que estão juntos, mesmo que fisicamente distantes,

pois a distancia ou o tempo não separa quem verdadeiramente se ama.

Parabéns àqueles que apostam no amor, que sustentam essa bandeira,

de se apaixonar e se envolver, de abrir o coração e permitir a entrada da sua cara-metade,

sem medo de viver e, consequentemente, ser feliz.

Que ama libertando, pois amor é liberdade.

Que atrai pela serenidade, mas com paixão desenfreada.

Parabéns aos namorados e aos enamorados também, que mesmo após anos e anos,

não deixam de assim ser um para o outro.

Parabéns a todos...sendo namorados ou não,

afinal o que conta é o amor no coração,

que, mais dia menos dia, encontra união.

Parabéns a todos que se fortalecem no amor e se aprontam para as batalhas dos dias de hoje.



Escrito por Kal-El às 16h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




Superpoderes

Superaudição: O Superman deve estar apto a ouvir o próximo e oferecer-lhe a palavra de conforto, com paciência e espírito fraterno. A superaudição também serve para filtrar o que se ouve, pelo critério da utilidade, ignorando o que não é construtivo e edificante. Quem tem superaudição também é capaz de ouvir os ensinamentos do mundo maior.

 

Supervisão: Com a supervisão, o Superman consegue olhar além das aparências, do coração ao espírito das pessoas, quebrando preconceitos. Enxerga mais do que fatos, mas o que está por trás, num contexto maior. Supervisão também confere aptidão para antever situações e também para estar sempre alerta a quem precisa de ajuda.

 

Visão de calor: com esse superpoder é possível sempre dirigir um olhar caloroso a quem seja, do pobre e ao rico, a quem ofende e a quem ama, a quem erra e a quem não mais tanto.

 

Invulnerabilidade: O invulnerável não se deixar levar por provocações vãs, não é alguém suscetível, de brios fáceis. O invulnerável absorve e transforma os ataques em algo produtivo, útil e educador. Não ingressa na vibração perturbada do próximo, criando uma zona de proteção contagiante em volta de si.

 

Supervelocidade: Quem precisa de ajuda não pode esperar. O Superman deve estar conectado pela força e com a velocidade do pensamento, porque está ligado ao circuito do amor. Ser superveloz é ser pronto e útil.

 

Superforça: É preciso ter superforça para dominar a si próprio em certas situações, ter autocontrole de seus atos e pensamentos; segurar a língua para não propagar o delírio, o engano, a ilusão, a ofensa; e refrear o corpo para não ferir a si e ao próximo.

 

Voar: Pelo vôo, o Superman pode chegar onde o ser comum ainda não alcança, sair do chão, do nível raso, da mediocridade, fazer o diferente, subverter a lógica, quebrar paradigmas e flexibilizar a rigidez das leis da Física conhecidas pelo homem. Ao voar, temos momentos de proximidade com o que está no Alto, além do nível e da percepção comum. Podemos ver as situações de um plano mais elevado, percebendo a conjuntura. Apreciamos o mundo como um todo, sem fronteiras, barreiras ou nações. E percebemo-nos tão pequeninos diante do todo.

 

Boa sorte a todos que buscam desenvolver novos poderes para se tornar um Superman nos dias de hoje.

 



Escrito por Kal-El às 18h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um Superman diferente

   

Hoje vi um Superman que tinha poderes diferentes dos meus.

        Ele era resistente ao calor, porque ficava o dia inteiro ao sol não e adoecia como uma pessoa normal.

Ele também era muito forte, porque, apesar da ter as pernas curtas e finas, movimentava-se apenas com os braços. O que é estranho porque ele não parecia se alimentar muito.

Ele era capaz de disparar sorrisos a todos que passavam por ele, ajudando-o ou não.

Ele era invulnerável à humilhação pública de pedir esmolas para sobreviver.

E ele conseguia ficar invisível, porque várias vezes ele falava com as pessoas e elas agiam como se ele não estivesse ali.

  Esse Superman também tinha contra ele vilões diferentes dos meus.

          Pareciam pessoas normais, mas faziam umas caretas estranhas quando chegavam perto dele e soltavam raios pelos olhos.

         Tinha também uns monstros que o atacavam. Eram chamados de “preconceito”, “falta de caridade” e “desprezo”.

         Vi também alguns vilões invisíveis, que, a certa distância, limitavam-se a rir e a torcer pelos outros monstros.

         Embora houvesse muitos desafios, com apenas um poder esse Superman os vencia: coragem.

 

E ele seguia em frente, sem parecer precisar da ajuda dos meus poderes. E eu, cá comigo, mesmo Superman, me senti tão fraquinho...

 

Essa cena me lembrou uma passagem da música de Phil Colins, “Another day in paradise”, que, em tradução livre, diz assim:

 

Ela se dirige ao homem na rua

"O senhor você pode me ajudar?

Está frio e não tenho onde dormir,

Há algum lugar que o senhor possa me indicar?"

Ele continua andando, não olha pra trás

Finge que não pode ouvi-la

Começa a assobiar enquanto atravessa a rua

Parece embaraçado por estar ali

Oh, pense duas vezes, é apenas mais um dia para você e eu no paraíso.

 

Boa sorte a todos que encaram o desafio de ser um Superman nos dias de hoje.



Escrito por Kal-El às 11h26
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  20/08/2006 a 26/08/2006
  13/08/2006 a 19/08/2006
  06/08/2006 a 12/08/2006
  30/07/2006 a 05/08/2006
  23/07/2006 a 29/07/2006
  02/07/2006 a 08/07/2006
  25/06/2006 a 01/07/2006
  18/06/2006 a 24/06/2006
  11/06/2006 a 17/06/2006
  28/05/2006 a 03/06/2006
  21/05/2006 a 27/05/2006
  14/05/2006 a 20/05/2006
  07/05/2006 a 13/05/2006


Outros sites
  Projeto Orbum
  Jan Val Ellam - palestras gravadas
  Grupo Atlan
  Editora Zian
  Palavras ao Vento - da Aninha
Votação
  Dê uma nota para meu blog