O medo

O medo nos paralisa, impede de amar e de ser feliz.
Vocês pensam que um super-herói como eu, apesar de cheio de superpoderes, não sente medo? E como sinto. Mas vencê-lo é o grande desafio.
Meu medo real nada tem a ver com bandidos, Legião do Mal, perder meus poderes ou ser derrotado. É justamente o contrário. Meu medo real é o de perder a humanidade e ser completamente tomado pela componente kryptoniana de meu ser: tornar-me apático, incapaz de amar e de me apaixonar, de ousar, de improvisar, de aprender sucessivamente através de erros e acertos.
O medo nos paralisa, mas por quê? Porque tememos sofrer. E nesse temor de sofrer, sofremos mais ainda, porque nos rendemos ao medo. Tanta felicidade se esconde atrás da fina cortina de seda do medo… se pelo menos ousássemos mais!
O medo é decorrente de nosso instinto de auto-preservação, fruto de nossas experiências vividas ou transmitidas, que nos refreia diante de determinadas situações. Por medo de morrer, deixamos de viver.
O que precisamos é exercitar o equilíbrio entre esse instinto, que nos faz estacar por completo, e a racionalidade necessária a distinguir uma verdadeira ameaça de algo que estejamos de fato preparados a enfrentar e superar.
Como sempre, é o salutar confronto entre a emoção e a razão, algo indissociável da natureza humana e que vai construindo os degraus de nossa evolução nesse lindo Planeta Azul. Viva a humanidade.
Boa sorte a todos que buscam incessantemente ser um Superman nos dias de hoje, sem abrir mão da mais autêntica humanidade.
Escrito por Kal-El às 18h54
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