O Retorno

O momento é mais que propício para se falar em “retorno”. Também estive numa espécie de espaço, só que por breves momentos. Também chegou minha hora de retornar: retornar para o trabalho, para os verdadeiros amigos, para a rotina, para os deveres e, por que não dizer, para as alegrias de onde parti.
Retornar é bom. É importante estar fora por um tempo, pois a ausência permite reciclar as próprias energias, a dos ambientes e também das pessoas que fazem parte do seu existir. Mas mais do que com o partir, muita coisa acontece e se revela mesmo é com o retornar. Todos deveriam experimentar um pouco.
Questionamos-nos quanto ao passado (experiências vividas, posturas assumidas, atos praticados) e projetamos o futuro em busca sempre de melhorar. Também quebramos alguns padrões e vencemos paradigmas, pessoais e de terceiros. Isso, muitas vezes, exige força…superforça.
A superforça é necessária para vencer a inércia, ousar o novo, lançar-se ao espaço em busca de forças para construir o que ainda é apenas meta, sair de onde se acha encravado, cristalizado ou encapsulado, começar a construir um sonho com muita luta, esforço e renúncia. Não se é feliz sem expurgargar suas próprias limitações.
Precisamos estar superfortes também para encarar os frutos do retorno: os desafios ainda não superados, entender com serenidade e compaixão os que ainda estão fincados ao chão e não perceberam a necessidade do voar; força também para por em prática a viabilização das metas, o expurgo de suas próprias limitações; e, a parte boa, perceber como fizeram falta aqueles que ficaram e nos receberam com um abraço fraterno e cheio do amor mais puro e incondicional.
Agradeço ao “espaço”, por ter me recebido com tanto amor em seu colo, e a Deus, por permitir o “ir” e também o “retornar” com sucesso.
Boa sorte àqueles que vão e sempre retornam melhorados dessa viagem diária que é se manter Superman nos dias de hoje.
Escrito por Kal-El às 10h28
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