Diários de um Superman


Coisas que valem à pena de se ver

                                                         

Hoje vi no jornal a quebra de um mito: a de que só vemos más notícias porque as boas não vendem.

 

Tratava-se de do trabalho de funcionários da prefeitura de São Paulo, que resgatavam pessoas que dormiam na rua. Vale lembrar que os termômetros marcavam sete graus centígrados.

 

Juntamente com um assistente social, esses funcionários não só ofereciam cobertores ou remoção para um albergue, mas também o mais importante: se compadeciam dessas pessoas, não trabalhavam apenas por obrigação, mas com amor.

 

O trabalho deles não era reconhecido por todos. Um atirou-lhes uma pedra, outros tantos se negaram a ser ajudados, permanecendo onde estavam, e uma senhora nem notou que fora socorrida, pois já havia desmaiado de frio enquanto era levada ao hospital.

 

Mesmo assim o trabalho era feito, porque o mais importante não é o que se vê, mas o que se faz. Como dizemos na literatura espírita, a semeadura é livre, mas a colheita só a Deus pertence.

 

Essa notícia me mostrou também que podemos ajudar de variadas maneiras. Desde doações de cobertores e colchões, a serem usados em empreendimentos como esse; passando pelas doações de recursos financeiros a esses albergues, que certamente não se alimentam apenas da alegria ajudar ao próximo; ou mesmo apenas copiando o exemplo de dedicação amorosa em diversos aspectos particulares de nossa vida.

 

E o mais interessante para quem não acredita: um dos funcionários tinha o sobrenome de Jesus. Acho que só pra mostrar o quanto ele está no meio de nós em atos como esses.

 

Parabéns à Rede Record, por apostar na boa nova, e aos funcionários envolvidos, por mostrar que a cada dia todos nós temos plenas competências para nos tornarmos Superman´s para quem precisa.

 



Escrito por Kal-El às 19h13
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O urso faminto

                                       

Era época de escassez. Um urso faminto perambulava pela geleira em busca de alimento. Seu faro aguçado o levou a um acampamento de caçadores que estava vazio.

O urso foi até a fogueira, tirou um panelão de comida, a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro da panela, devorando tudo que tinha dentro.

Mas, enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Era o calor da tina. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.

       Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.

Quando os caçadores chegaram ao acampamento encontraram o urso caído próximo à fogueira, segurando a tina de comida.

O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

 

Essa história nos faz perceber que em nossa vida por muitas vezes nos abraçamos a algo que julgamos ser importante.

Algumas dessas coisas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.

Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento e de desespero.

Apertamos essas coisas contra nossos corações no afã de mantê-las por perto e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Para que tenhamos certa paz na vida é necessário reconhecer que em certos  momentos nem sempre o que parece a salvação é aquilo a que nos apegamos com tanto empenho.

Desenvolva a superforça e a supervisão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração gemer de dor.

Desapegue-se.

Solte a panela!

* Obrigado à querida Márcia pela ajuda do texto.



Escrito por Kal-El às 11h47
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